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Pesquisa com peptídeosPesquisa sobre envelhecimentoBiologia celular

Um peptídeo curto libera a SIRT1, enzima ligada ao envelhecimento, e atenua a senescência em células de laboratório

O peptídeo pSirt1-4 desfaz o vínculo entre USP25 e SIRT1 e atenuou sinais de senescência em células, segundo equipe da Universidade de Tongji na Aging Cell.

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Tongji, em Xangai, projetou um peptídeo curto que libera a SIRT1, enzima intimamente ligada ao envelhecimento, de uma proteína que a segura. Em células de laboratório, o peptídeo aumentou a atividade da SIRT1 e reduziu sinais de senescência. O estudo foi publicado na Aging Cell em 30 de outubro.

Até agora, o peptídeo foi testado apenas em células. O trabalho relacionado em camundongos examinou a proteína que freia a SIRT1, não o peptídeo.

Por que a SIRT1 importa

A SIRT1 é uma enzima que ajuda a manter as células em bom funcionamento. Trabalhos anteriores de laboratório associaram maior atividade da SIRT1 a uma senescência mais lenta, o estado de desgaste em que as células deixam de se dividir.

As células senescentes se acumulam com a idade e são um dos principais focos da pesquisa sobre envelhecimento, e é por isso que as proteínas que controlam a SIRT1 despertam tanto interesse.

Um freio chamado USP25

A equipe de Tongji descobriu que outra proteína, a USP25, se liga à SIRT1 e a modifica de um modo que reduz sua atividade. Isso empurra as células em direção à senescência.

Camundongos criados sem USP25 apresentaram menos alterações relacionadas à idade e melhor fisiologia geral, o que apoiou a ideia de que a USP25 atua como um freio do envelhecimento saudável.

Um peptídeo que desfaz o par

Os pesquisadores então projetaram um peptídeo capaz de penetrar nas células, o pSirt1-4, que desfaz o par formado por USP25 e SIRT1. Nas células, ele aumentou a atividade da SIRT1 e reduziu sinais de senescência.

A ideia é soltar o freio da SIRT1 interrompendo o contato entre as duas proteínas, em vez de alterar qualquer uma delas de forma permanente.

Quão inicial é este trabalho

O peptídeo foi testado apenas na fase celular. Se ele funciona em um animal vivo, como seria administrado e se é seguro ao longo do tempo são questões para estudos posteriores.

FONTES E LEITURAS COMPLEMENTARES

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